Os tipos de aparelho
Não existe um aparelho melhor que os outros em termos absolutos — existe o mais adequado para o seu caso, o seu prazo e a sua rotina. Estas são as opções que trabalhamos:
Aparelho fixo metálico
O mais conhecido e o de melhor custo. Resolve praticamente qualquer tipo de má oclusão, inclusive as mais complexas, e permite controle preciso do movimento de cada dente.
Aparelho autoligado
Dispensa as borrachinhas: o próprio bráquete prende o fio. Isso tende a reduzir o atrito e espaçar um pouco mais as manutenções, além de facilitar a higiene por acumular menos placa.
Aparelho estético
Bráquetes de porcelana ou safira, na cor do dente. Funciona como o metálico, com aparência bem mais discreta — uma escolha comum entre adultos que não querem o aparelho evidente.
Alinhadores invisíveis
Placas transparentes removíveis, trocadas a cada poucas semanas. São retiradas para comer e escovar os dentes, o que resolve duas das maiores queixas do aparelho fixo. Em compensação, dependem da sua disciplina: precisam ficar na boca cerca de 22 horas por dia para o plano funcionar.
Como funciona o tratamento
- Avaliação inicial Exame clínico para entender a queixa, a mordida e o que é possível alcançar.
- Documentação ortodôntica Radiografias, fotos e modelos que permitem medir e planejar o movimento dos dentes com precisão.
- Plano de tratamento Apresentação das opções de aparelho, do tempo estimado e do investimento, antes de começar qualquer coisa.
- Instalação e manutenções Colagem do aparelho e retornos periódicos para ativação — em geral a cada 30 a 45 dias.
- Contenção Depois que o aparelho sai, a contenção mantém o resultado. Pular essa fase é a forma mais comum de perder tudo o que foi conquistado.
Ortodontia em adultos
Não existe idade limite para tratar. O que muda no adulto é o contexto: o osso responde um pouco mais devagar, e é mais comum haver restaurações, próteses ou perda óssea a considerar no planejamento. Nada disso impede o tratamento — apenas exige que a gengiva esteja saudável antes de começar.
Se houver sangramento na gengiva ou doença periodontal ativa, ela é tratada primeiro. Movimentar dentes com o periodonto inflamado acelera a perda óssea em vez de corrigir o problema.
Perguntas frequentes
Qual a idade certa para levar meu filho ao ortodontista?
A primeira avaliação ortodôntica costuma ser recomendada por volta dos 6 ou 7 anos, quando os primeiros dentes permanentes começam a nascer. Nem sempre é hora de instalar aparelho — muitas vezes a consulta serve só para acompanhar o crescimento.
Entre os 5 e os 12 anos existe uma janela em que ainda é possível orientar o crescimento dos ossos da face. Aproveitar esse período pode evitar tratamentos bem mais longos na adolescência.
Quanto tempo dura o tratamento?
Varia muito conforme o caso: há correções que levam menos de um ano e outras que passam de dois. O que mais influencia é a complexidade da má oclusão, a idade e — importante — o comparecimento às manutenções.
Faltar aos retornos é o principal motivo de tratamentos que se arrastam além do previsto.
Vou precisar extrair dentes?
Nem sempre. A extração entra em cena quando falta espaço na arcada para alinhar todos os dentes. Existem alternativas, como o desgaste interproximal e a expansão, e a decisão só é tomada depois da documentação ortodôntica — nunca no olho.
Alinhador invisível serve para qualquer caso?
Não. Os alinhadores resolvem muito bem apinhamentos leves e moderados e diversas correções de arco, mas há casos de mordida e movimentos radiculares em que o aparelho fixo continua sendo mais previsível.
Vale lembrar que o alinhador depende de uso disciplinado: fora da boca, ele não trabalha.
De quanto em quanto tempo preciso voltar?
Com aparelho fixo, em geral a cada 30 a 45 dias para ativação. Com autoligado, os intervalos podem ser um pouco maiores. Com alinhadores, os retornos são mais espaçados, porque a troca das placas é feita por você em casa, seguindo o plano.